11 de set de 2006

O ACIDENTE DA LAGOA

Nessas duas últimas semanas, todos os veículos de comunicação noticiaram maciçamente um acidente de carro ocorrido na zona sul da cidade do Rio de Janeiro que vitimou 5 jovens de classe média-alta. Os jovens vinham da “balada”, durante a madrugada, quando o carro, que segundo a perícia, não vinha a menos de 100 km/h, capotou numa curva chocando-se contra uma árvore.
Toda mídia fez questão de frisar que eram jovens cheios de vida, que não mereciam esse fim, mostraram toda dor das famílias das vítimas. Colocaram a culpa no poder público por não fiscalizar permitindo que um veículo estivesse a 100 km/h dirigido por uma pessoa alcoolizada. Tirando o fato de que qualquer desgraça é um “prato cheio” para a mídia, principalmente se acontece em “bairros nobres” e/ou com seus moradores, se prestarmos bastante atenção veremos que a mídia praticamente isentou as “vítimas” e seus respectivos progenitores. Quando lhes atribui alguma culpa a atribuição é cheia de “poréns”.
Agora pense. Certamente você teve pena desses jovens e de seus pais. Mas você teria pena de alguém que deliberadamente pusesse uma arma na boca e a disparasse? Teria pena de quem deu a arma a este alguém sabendo que ele possuía tendências suicidas? Se respondeu não as duas perguntas por que sente pena desses jovens e de seus pais? Não entendeu, observe: Uma pessoa que dirige a 100 km/h, sóbria, em vias urbanas aparenta não estar querendo viver por muito tempo. Imagine se tiver bêbado e for um motorista inexperiente. Agora ponha mais 4 pessoas dentro do carro( em carros geralmente só cabem 4 pessoas contando o motorista ) sem que nenhum esteja usando o cinto. Friso que o carro foi dado ao motorista pelos seus responsáveis que certamente sabem que alguém com 18 anos é um motorista inexperiente. Junte isso tudo e veja o que dá.
Relembrando o exemplo do suicida e comparando com a história acima vemos que o suicida está para o motorista e os demais ocupantes do carro, assim como assim como aquele deu a arma está para quem deu o carro. Ainda está com pena deles? Santo Agostinho já dizia que Satanás é como um cão acorrentado que só faz mal a quem chega perto dele. Certamente esses jovens no mínimo flertaram com a morte, “aproximaram-se demais do cão”. E quem se aproxima de um cão acorrentado pode até não acreditar que ele vá mordê-lo mas tem plena consciência disso. Que esses jovens descansem em paz. Mas que eles se mataram, ainda que por imprudência, isso é inegável. Fizeram por merecer.
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