7 de set de 2006

Lula arrecada R$ 22 milhões e Alckmin, R$ 21 milhões

Brasília - A arrecadação dos candidatos à Presidência da República já passa de R$ 45 milhões, enquanto os gastos estão na casa dos R$ 41,5 milhões. Hoje (6) foi o último prazo para os partidos apresentarem à Justiça Eleitoral o segundo balanço parcial das campanhas em todo o país. Os canditatos à presidência têm que informar os dados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto que os demais devem remeter as informações ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de seus estados.

A maior arrecadação é a da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-PRB-PCdoB), que recebeu R$ 22,3 milhões, para despesas de R$ 19,9 milhões. Em segundo lugar, está a de Geraldo Alckmin (PSDB-PFL), que conseguiu arrecadar R$ 21 milhões e gastou R$ 20,2 milhões.

Os outros candidatos, somados, arrecadaram pouco mais de R$ 1,7 milhão. Entre estes, a liderança é de Cristovam Buarque, do PDT, que arrecadou R$ 950 mil e gerou gastos de R$ 914 mil. A campanha de Luciano Bivar, do PSL, apresentou despesas de R$ 441 mil, para despesas de R$ 173 mil. José Maria Eymael, do PSDC, registrou receita de R$ 267 mil, para gastos de R$ 101 mil.

A candidatura de Heloísa Helena, da coligação PSOL-PSTU-PCB, arrecadou R$ 62 mil e gastou R$ 52 mil.

Faltando menos de um mês para as eleições, os gastos informados estão muito longe dos tetos de campanha estimados pelos partidos. O PT informou que os gastos máximos serão de R$ 89 milhões. A coligação de Alckmin, estimou em R$ 85 milhões. Luciano Bivar, apresentou teto de R$ 60 milhões; Cristovam Buarque e José Maria Eymael, de R$ 20 milhões; Heloísa Helena, R$ 5 milhões, e Rui Pimenta (PCO), R$ 100 mil. A candidata Ana Maria Rangel, que disputa pelo PRP, estimou teto de campanha de R$ 150 milhões, mas depois assumiu que o número foi fictício, apenas para constar.

Os números inflados dos tetos de campanha se devem ao fato de que, nestas eleições, os candidatos não podem recalcular os gastos máximos, como ocorria em anos anteriores. Conforme a Lei 11.300, que rege estas eleições, se a arrecadação ultrapassar o teto de campanha, o candidato está sujeito a multa de cinco a dez vezes o excesso, além de poder ser responsabilizado por crime de abuso de poder econômico, que pode levar à perda do mandato.

O balanço final das campanhas será feito 30 dias após as eleições e só quem tiver as contas aprovadas poderá tomar posse.



Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

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